sexta-feira, 3 de março de 2017

RGB/Movimento “Ba-Fatá” quer que José Mário Vaz dissolva o parlamento



A Resistência da Guiné-Bissau / Movimento “Ba-Fatá” quer que o Presidente da República, José Mário Vaz, dissolva o parlamento, que não consegue ter uma maioria capaz de assegurar a estabilidade governativa na Guiné-Bissau.
Esta quinta-feira, 2 de Março, em conferência de imprensa, realizada na sua sede em Bissau, o presidente do Movimento “Ba-Fatá”, Fernando Mendes, instou José Mário Vaz a demitir o actual governo, liderado por Umaro Sissoko Embaló, por este estar sem os instrumentos que viabilizem a sua actuação.
A RGB sugere, por isso, que o próximo chefe do executivo guineense seja uma figura isenta, desinteressada, idónea, com um nível intelectual, ético e moral inquestionável, capaz de dialogar com a sociedade guineense, com vista a formação de um “governo inclusivo”, onde todos os partidos possam indicar um determinado número de quadros com um perfil a discutir.
“Esse governo deverá ter uma agenda e um termo de referência bem definido, cuja missão deve essencialmente ser o de propor as reformas das leis, nomeadamente a Constituição da República e Lei Eleitoral, reformas na Função Pública e nas forças de Defesa e Segurança. Assegurar a isenção da comissão nacional das eleições e preparar o país para novas eleições com condições de transparência e justiça” sugeriu Fernando Mendes.
A RGB/Movimento “Ba-Fatá” entende que a presente legislatura está falhada, porque nenhum dos governos empossados pelo Presidente da República não conseguiu a sua legitimação na Assembleia Nacional Popular.
“O próprio acordo de Conacri falhou, porque os patrocinadores do referido acordo não foram contundentes na indicação do primeiro-ministro de consenso que saiu do acordo. Verifica-se uma postura muito branda que digo conivente da Comunidade Internacional em relação a este assunto” acusou o líder da RGB.
Fernando Mendes voltou a elogiar as Forças de Defesa e Segurança pela postura imparcial que têm assumido ao longo da crise política, tendo apelado à Comunidade Internacional para assumir uma postura mais vigorosa no apoio a solução da crise política guineense.
Tiago Seide


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